O limite da empatia

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Porque conhecer o centro de São Paulo é importante

Foto panorama do centro de São Paulo. Um dia ensolarado, céu azul. Shopping Light à esquerda e teatro Municipal à direita e prédios ao fundo.
Centro de São Paulo

Eu nunca fui amiga do centro de São Paulo. Já tínhamos sido apresentados antes mas eu o evitava sempre que possível. A minha impressão dele era a mesma daquela criatura que todos nós já vimos no Instagram: Na foto engana bem, mas na verdade é inadimplente, mal conservado e inseguro.
Eis que em janeiro desse ano fui chamada para integrar a equipe do festival Cidade do Futuro, que já nasceu como um dos principais eventos abertos de arte, música, inovação, empreendedorismo e cultura do país. O objetivo era transformar o centro da cidade em um gigantesco palco de troca de conhecimentos sobre os mais diversos temas como finanças, comunicação, educação, impacto social e artes e tecnologia.
E, empirista que sou, me baseei na rua Líbero Badaró com parte do time e uma incoercível curiosidade para descobrir o porquê deles serem entusiastas apaixonados por aquele triângulo epicentro do caos.
Eu sabia que como head de comunicação, entender aquela condição era essencial pra executar meus papéis e responsabilidades. Só não sabia que ia me apaixonar também. O centro é tudo menos aquela criatura do Instagram.
E aqui chego num ponto muito importante: existe uma dicotomia entre o viver e o “dar uma passadinha” lá.
Aprendi que ressignificar espaços com eventos de alta qualidade e pessoas engajadas é combustível pra uma mudança colossal em São Paulo. Pequenos grupos unidos a grandes propósitos pressionam a criação de políticas públicas e não o contrário.
Eu sempre entendi isso, mas o fato e a vivência são muito diferentes.
Muitas vezes a empatia termina quando não alcançamos a dor ou amor do outro. Nesse momento, podemos escolher entre parar confortavelmente no nosso entendimento ou mergulhar nas entranhas da realidade alheia.
Eu tenho convicção de que conhecer o passado é essencial para se preparar para o futuro e o centro é um laboratório perfeito. Convido você a dar uma chance a ele.
Visite o CCBB, o Mosteiro de São Bento, o edifício Martinelli. Tome um café no Girondino, um drink no Bar do Cofre. Vá a um concerto na Sala São Paulo. Ande de bike pela Líbero Badaró. Recuse-se a limitar a sua empatia.
A Cidade do Futuro foi um convite à ressignificação da área, mas você não precisa esperar a próxima edição pra entender de fato essa cidade. A escolha é sua, mas centro é nosso. E se apaixonar é bom pra kct. Usufrua!

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